Setembro Outono

Setembro e a delicadeza do Outono

Chegou o Outono neste sempre amado mês de setembro!

Setembro dá-me sempre a certeza (e as dúvidas também) do sentido da minha vida: é suave sem ser lamechas (tipo um janeiro que dura, dura, dura sempre a lembrar-nos do frio), é o fim do verão (que ainda se sente) e o começo do outono (que já se faz sentir), inicio do meu ano de trabalho, pois começa o ano escolar, e é tempo de crescer e aprender, e ainda o aniversário do meu amado filho Francisco (e do meu irmão e de tanta gente querida)! Setembro é um mês bom!

Outono

E de tudo o que setembro me dá, dou por mim a pensar na vida, da gratidão que sinto por ser – quase – tudo o que sempre desejei ser. Digo quase porque há arestas a limar, sempre as há, e há também o meu ser profundo inconsciente, que por vezes é mais forte que a minha concreta consciência e me troca as voltas e me confunde e me questiona e me faz quer mais, muito mais, do tanto que eu já tenho!

Quando olho para trás, para o meu passado, ele é tão longo, mas tão longo, que numa vida tenho a certeza de ter vivido já umas dez. E fico pasmada (gosto desta palavra) com a capacidade de ainda querer mais. Vejam bem, mais não é riqueza, mais não são coisas, nada disso. Sei que a vida formatada da forma que a vivo exige ter dinheiro e bens e coisas, mas o que tenho chega-me. O que eu quero é mais do que tudo isso e talvez por isso seja mais difícil de alcançar.

Outono

Lembram-se que, quando decidi partir, vos contei que tinha esperado quarenta anos para realizar o meu sonho. É disso que eu falo (não que pretenda esperar mais quarenta anos!) mas a verdade é que já nem são sonhos. Agora são metas a atingir, sem pressa, é certo, mas das quais não quero fugir. Porque sem metas, sem objectivos pelos quais tenha que correr, sinto-me a morrer.

E aí surge o Outono na minha vida.

O Outono é, como são todas as estações do ano, mágico. O Outono que festeja a morte com uma beleza transformadora dando-me a certeza que depois desta vida que vivo haverá sempre outra à minha espera. O verde que caminha para os tons da mãe terra permite-me ver a delicadeza do tempo que passa e que me torna mais sábia, mais serena, mais verdadeira. E dessa morte anunciada desde o primeiro dia de vida, a alegria de tudo ter vivido, porque a nada fugi, e a clareza da evidência do broto que, debaixo da neve, já germina. Mas isso já é no inverno.

Quero agora a esperança da serenidade viva dentro de mim e de saber que chegou a hora de seguir mais uma vida, outra vida.

mh

 

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