Rio2016

RIO 2016
Sobre o Rio de Janeiro e as Olimpíadas!
COLUNA
NELSON MOTTA

Nelson Motta Foto: O Globo

O que passa e o que fica

Nenhuma cidade brasileira passou por tantas e tão boas transformações nos últimos anos como o Rio

Eu confesso: chorei com Lula e Sérgio Cabral quando o Rio de Janeiro foi anunciado como sede dos Jogos de 2016. Um ano depois, já me sentia enganado e arrependido, era tudo uma armação populista, uma grande irresponsabilidade, ia ser uma roubalheira, não ia dar certo. Lula e Cabral passaram, mas a Olimpíada ficou.

Os ânimos estão exaltados, os nervos à flor da pele, a intolerância gerando intolerância, mas só muita estupidez ou partidarismo da pior espécie, que são quase a mesma coisa, não reconhecem os grandes benefícios que a Olimpíada trouxe à cidade, antes mesmo de os Jogos começarem.

O Porto Maravilha, a Praça Mauá, o Museu do Amanhã, as novas linhas de metrô, o VLT, o BRT, a Transolímpica, o complexo de Deodoro, o Parque Madureira, a Vila Olímpica e as arenas na Barra… nenhuma cidade brasileira passou por tantas e tão boas transformações nos últimos anos. A surpresa é que, mesmo com tantos investimentos, o Rio de Janeiro é uma das raras capitais que não estão com as contas no vermelho. E onde os salários mais cresceram, mesmo nos anos de crise.

Epa! Parece um comercial do prefeito Eduardo Paes …rsrs… feito por João Santana e pago na Suíça … mas são fatos.

E a saúde? A educação? O saneamento? O transporte? As comunidades? A ponte que partiu, a casa que caiu, a rua que ruiu. São infinitos os problemas do Rio, que crescem com a cidade. A segurança, o tráfico, a bandidagem e a PM são responsabilidade do estado, mas pode-se cobrar muita coisa do prefeito, detestar o seu estilo, suas bravatas e baixarias, seus aliados suspeitos, mas ele merece crédito por essas grandes transformações na cidade, que revelaram seu passado e a abriram para o futuro. O Rio de Janeiro de hoje como um museu vivo do amanhã.

Mas o que interessa não é o prefeito, que você pode amar, odiar ou desprezar, mas a cidade, porque os prefeitos passam, e ela fica.

E o que fica da Olimpíada já a justifica, independentemente de seu eventual sucesso ou de suas pequenas ou grandes falhas, do imponderável e do imprevisível, que passarão com o tempo, enquanto a cidade renovada vai ficar e crescer.

mh

 

em  http://oglobo.globo.com/opiniao/o-que-passa-o-que-fica-19856052#ixzz4GVVkJBbd

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