O Céu de Boipeba

O céu entrada

Cheguei na pousada O Céu de Boipeba que ficava bem lá no alto da ilha. E sendo o ponto mais alto da ilha era bem perto do céu.

O céu de Boipeba pousada

Estava estourada da subida agreste, do calor intenso, do pó colado à pele, da viagem longa, do cansaço das horas acordada que se fazia sentir.

O céu de Boipeba Pousada II

Entrei e, logo no começo das escadas de madeira, vários chinelos repousavam, sinal de respeito ao pedido de os deixar na soleira, para não trazerem a areia e o pó para dentro.

O céu VII

A minha reação, ao subir os degraus e “entrar” na casa de vidro aberta sobre o nada, que ali era toda a natureza que descia até ao mar, foi de riso nervoso, de gargalhada solta. Eu não conseguia acreditar no que via.

O céu VIII

Recebeu-me o Jesus, espanhol de Granada, que se havia apaixonado pela ilha e que ali ficara a gerir a pousada, pelo seu companheiro Vinicius, um baiano muito gente boa, e pela água fresca, que tanto agradeci e que me devolveu alguma clareza de ideias. Que lugar mais estonteante, incrível!

O céu de Boipeba vista

Depois da espectacular entrada, o Jesus levou-me ao meu quarto. Segui por um corredor de areia, onde se viam entradas de quatro quartos. O meu era o penúltimo. O calçado ficou à porta mais uma vez (e sobre calçado eu tenho muito a dizer … mais tarde) e abriu-se a porta.

A luz do entardecer não me deixava ver a dimensão de toda aquela magia! O quarto era lindo, em madeira pau brasil e portadas de vidro gigantes, que não se fecharam nunca e deixavam entrar toda a luz e toda a beleza.

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A cama gigante era protegida por uma rede mosquiteira que não permitiu que nenhum ser voador incomodasse o meu sono. E a vista era serena, os sons eram pacificadores, os cheiros eram estimulantes. Este quarto era apaixonante!

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A elegância dos materiais usados, da decoração eclética, da abertura despudorada da intimidade ao exterior criava uma comunhão por mim jamais vivida.

Master suite II

A realidade desta fantasia era dourada e barroca e isso agradava-me porque de seguida sabia que a simplicidade do verde e do azul espraiava-se  no meu horizonte. E assim tudo era o que eu esperava que o céu fosse!

O céu de Boipeba III

No alpendre, uma banheira de madeira nobre, totalmente estilizada, seria concha de banhos frios que acalmavam o calor que se fazia sentir.

O céu de Boipeba Master suite I

Por companhia tinha, parede acima ou em saltos imprevistos, as rãs selvagens, conhecidas por pererecas, que a mim me prenunciavam a sorte e eu sentia-me bafejada dos pés à ponta dos cabelos.

o céu IV

A rede de algodão colorido disposta no angulo perfeito serviu-me de descanso e de reflexão.

O céu V

Tanto se estava a passar que eu necessitava de uma pausa, necessitava perceber porque tudo era tão perfeito, e realizava em consciência o meu percurso, a minha vida.

o céu I

E apenas me ocorria agradecer o meu pedaço de céu, o meu paraíso, a minha vida.

o céu II

E adormecia por breves instantes para desfrutar do meu sonho.

mh

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